Três mil armas apreendidas por agentes da Segurança Pública do Ceará serão destruídas no início desta semana pelo Exército. A Operação Vulcão, como foi batizada, ocorre nacionalmente na próxima segunda-feira, 4, e terça-feira, 5, e deve inutilizar cem mil armamentos ilegais no País. A ação é resultado de um acordo de cooperação técnica firmado em 21 de novembro deste ano entre o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, e a presidente do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), a ministra Cármen Lúcia.

Na Capital, terça-feira, 5, a partir das 9 horas, haverá a pré-destruição de todo o suprimento, até que seja avariado completamente o uso. Os materiais são aqueles utilizados em ações criminosas por pessoas não habilitadas ou sem registro. Na quarta-feira, 6, ocorrerá a destruição efetiva na Siderúrgica do Pecém, onde o material será derretido e misturado a outros produtos. Além do general Estevam Theóphilo, comandante da 10ª Região Militar, autoridades da Segurança Pública e da Justiça estadual estarão no local.

Vulcão

Há seis anos, o CNJ determinou que, ao menos duas vezes por ano, os tribunais encaminhem ao Exército as armas e munições apreendidas para serem destruídas ou doadas. A ideia é desafogar os depósitos de materiais nos fóruns. A medida visa a segurança das unidades. Devido ao mau estado de conservação dos armamentos, a maior parte é destruída.

A estimativa é de que 100 mil armas de fogo e munição sejam encaminhadas pelo Judiciário para serem destruídas na Operação desta semana. Nos dez primeiros meses deste ano, 170 mil armamentos foram inutilizadas pelo Exército. A partir do acordo, firmado no último mês, o número de operações do tipo deve aumentar. Pelo documento, cabe ao CNJ garantir o envio dos materiais. E, ao exército, providenciar a destruição. Conforme dados do CNJ, mais de 320 mil armamentos e munições foram encaminhados pela Justiça para os militares entre 2011 e 2016.

O caminho das armas até serem destruídas
1. Arma é apreendida pela polícia e encaminhada ao Tribunal de Justiça
2. Após a perícia, e quando a arma não é mais necessária ao processo, o juiz determina que ela seja repassada ao Exército
3. Secretaria da Segurança Pública faz a escolta das armas entre os fóruns e as unidades do Exército
4. Exército fotografa, e catalogas cada arma
5. Arma é destruída e inutilizada em uma prensa
6. Restos das armas são encaminhados a siderúrgicas, onde são derretidos e usados na produção de outros materiais

Redação O Povo Online com informações da Agência CNJ de Notícias

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