O presidente da Associação dos Médicos do HGF, Jaime Benevides, ressalta que todo o funcionamento do HGF está comprometido, incluindo emergência, laboratórios, exames de imagem e internações. “Hoje, são cerca de três meses para que você tenha o resultado de uma biópsia. Isso compromete a situação dos pacientes”, diz. O médico explica que, historicamente, o segundo semestre reúne piores condições. Conforme ele, o orçamento que deveria pagar os custos da unidade por todo o ano acaba chegando ao fim antes do tempo.

Jaime critica a dinâmica de abastecimento. Segundo ele, muitas vezes há o suprimento de materiais que estavam faltando há meses, mas em quantidades insuficientes. “Quando você faz uma denúncia, aí chegam e dizem que foi comprado. Chegou seringa e agulha, mas só dá para uma semana. Eu operei no HGF e a auxiliar de enfermagem chegou pedindo esparadrapo porque só existia um rolo para três salas de cirurgia”, conta.

Jaime Benevides garante que o total de cirurgias na unidade é de aproximadamente 1/3 do que deveria ser realizado.

Fonte: O POVO

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