O torcedor do Fortaleza foi dormir engasgado ontem à noite. O empate do Leão em 1 a 1 com o Avaí, em pleno Castelão, foi mais um daqueles resultados difíceis de digerir. É duro ver dois pontos escaparem no último terço do jogo, graças ao único chute a gol do adversário em 90 minutos de bola rolando.

Sim, foi exatamente isso. O pênalti que Guga cobrou e converteu para o time catarinense aos 36 minutos do segundo tempo foi a única finalização do Avaí para a meta de Boeck. À exceção disso, o goleiro tricolor foi mero espectador na partida. Não dá, entretanto, para cair no argumento clichê da “injustiça”, já que Adalberto de fato cometeu pênalti em Getúlio. O lamento surge principalmente porque o Fortaleza desperdiçou pelo menos três grandes chances de ampliar o placar somente no segundo tempo. Aos 25, Dodô finalizou de bicicleta na grande área e o goleiro Aranha evitou o golaço. Cinco minutos depois, Marcinho invadiu a área pela esquerda, deixando dois marcadores para trás, e finalizou colocado, tirando demais do goleiro. No lance seguinte, Roger Carvalho acertou cabeçada após cobrança de escanteio e Aranha fez milagre mais uma vez.

Ao todo, foram 16 finalizações do Fortaleza contra cinco do Avaí — sendo cinco certas para o tricolor contra apenas uma dos catarinenses —, números que deixam claro a postura mais ofensiva do Leão. A qualidade do ataque, porém, ficou devendo mais uma vez.

COMPARTILHAR