Entre as revoluções estéticas feitas pela Bossa Nova na música do Brasil a partir de 1958, uma das mais importantes é a aceitação de que um cantor podia se expressar com êxito sem ter necessariamente voz opulenta.

Mesmo assim, Nara Leão (19 de janeiro de 1942 – 7 de junho de 1989) sofreu preconceito ao longo dos anos 1960 e 1970 por nunca ter tido a potência vocal de cantoras contemporâneas como Elis Regina (1945 – 1982) e Maria Bethânia.

O fato é que Nara nunca precisou de grande voz para amplificar o sentido de um canto bonito, livre e antenado com o momento do Brasil – como mostram os oito números do show parcialmente recuperado e editado no disco Ao vivo 1965, primeiro dos quatro inéditos títulos da caixa de CDs Nara Leão – Ao vivo anos 60 / 70 / 80, lançada esta semana pelo selo Discobertas.

 

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