Por Adriano Duarte

Deputada Tabata Amaral. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A aprovação do texto-base da Reforma da Previdência em primeiro turno, com a esmagadora maioria de 379 votos a 131, foi muito além das expectativas do governo, que estimava em torno de 330 votos. Esta vitória robusta só foi possível graças à adesão de deputados que contrariaram indicações partidárias e resolveram por conta própria votar “sim” à emenda. Para que a reforma fosse aprovada, a exigência mínima era 308 votos.

A jovem deputada Tabata Amaral, de 25 anos, vinha ganhando destaque na Câmara dos Deputados, onde faz parte da Comissão de Educação. Foi incisiva no embate com o ex-ministro da educação Ricardo Vélez. Desta feita, Tábata foi de encontro às orientações do partido, que havia fechado questão contra a reforma da previdência. Poucas horas antes da votação da proposta na Câmara, a deputada publicou vídeo em suas redes sociais, explicando as razões de seu voto.

Veja o vídeo:

No vídeo que circula pela internet, Tabata Amaral disse que apenas estava seguindo sua consciência, deixando claro que não trocou seu voto por emenda parlamentar. “Meu voto não foi comprado, é fruto de minha convicção”. Aos 25 anos, estreando como deputada, Tabata Amaral é uma das congressistas mais populares da atual legislatura, sendo a sexta mais votada em São Paulo e tendo seu nome cogitado para disputar a prefeitura da capital paulista. Até a última quinta-feira (4), a deputada integrava o grupo dos indecisos, todavia já dava sinais de ter posições favoráveis ao texto.

No PDT, além de Tabata Amaral, votaram a favor do texto os pedetistas Alex Santana (BA), Subtenente Gonzaga (MG), Silvia Cristina (RO), Marlon Santos (RS), Jesus Sérgio (AC), Gil Cutrim (MA) e Flávio Nogueira (PI).

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, já havia se manifestado em relação aos “dissidentes”, sinalizado que poderia expulsar os parlamentares da legenda que votassem a favor da reforma. Na Câmara dos Deputados. o líder da sigla, André Figueiredo (CE), chamou de “futuros traidores” deputados que desobedecessem a orientação.

O maior “racha”, porém, ocorreu na bancada do PSB, que havia orientado seus parlamentares a votar contra a reforma. Onze dos 32 deputados desobedeceram a orientação, como os parlamentares Emidinho Madeira (MG), Jefferson Campos (SP) e Liziane Bayer (RS).

Já no PL, apenas o deputado Tiririca (SP), entre 38 parlamentares, contrariou a indicação partidária e votou “Não”.

 

 

 

 

 

COMPARTILHAR