Emprego

O Ceará assumiu a liderança de um ranking nada interessante. Na última quinta-feira (23), dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que o Ceará registrou a maior queda na geração de empregos do Brasil. Foram eliminados 2.664 empregos com carteira assinada (46.026 admitidos contra 57.054 demitidos). O mau desempenho foi provocado pelas quedas do emprego nos setores do comércio, da construção civil, da agropecuária e da indústria de transformação. Entre os municípios cearenses, o pior desempenho foi o de Fortaleza, com 1.573 postos de trabalho a menos.

Sobral manteve-se praticamente estável, com 698 empregos de carteira assinada criados e 729 demissões, ou seja, saldo negativo de 31 postos, ocupando a 40ª posição entre 54 municípios acompanhados. No Ceará, apenas 25 municípios tiveram aumento de vagas ou mantiveram-se estáveis, com destaque para Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, onde foi registrado saldo de 241 vagas.

O setor serviços foi o único com resultado positivo (1.314 vagas) e mais da metade das demissões ocorreram no comércio (1.688), reflexo do final do período de festas e saldões de janeiro, quando termina o período dos empregos temporários. Apesar disso, no acumulado dos últimos 12 meses, foram criados 54.134 postos de trabalho no Ceará, um aumento de 5,51%.

No Brasil, os três estados com maior aumento de postos de trabalho foram São Paulo (saldo de 28.327), Minas Gerais (16.542) e Santa Catarina (16.401). No Nordeste, o destaque foi a Bahia, com a criação de 6.861 novos postos, ocupando o oitavo lugar no país.

 

Aumento a vista

Depois do susto com o repentino aumento dos combustíveis às vésperas do feriadão de carnaval, quando em algumas regiões do estado o preço do litro chegou a subir mais de R$ 0,25, o consumidor já deve começar a “coçar” o bolso novamente. É que a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, afirmou ao jornal Estado de S. Paulo que, com a persistência do preço do petróleo em alta no mercado internacional, não há alternativa a não ser adequar os preços do combustível na refinaria.

E como uma coisa puxa a outra, quando esse aumento for efetivado, podemos esperar o velho efeito dominó: sobe o combustível, aumenta o frete dos produtos e, consequentemente, o preço das mercadorias tem acréscimo.

Imposto de Renda

Passado o pagamento do IPVA, é hora de se preparar para prestar contas com a Receita Federal. Começa na quinta-feira (dia 1º) o prazo de entrega das declarações do Imposto de Renda. Os programas de preenchimento podem ser baixados no site da Receita (http://www.receita.fazenda.gov.br) e a dica é não deixar para a última hora para evitar preenchimento incorreto.

Lembrando que quem teve rendimentos acima de R$ 22.487,25 em 2011 deve declarar. Neste valor estão inclusos os salários, pró-labore, além de outras atividades como locação de imóveis, atividades rurais, pensões e aposentadorias. O prazo de entrega encerra-se dia 29 de abril.

 

Fica a Dica

Quando pagamos nossas contas no começo do mês temos a impressão de que já estamos livres das nossas maiores despesas, será verdade?

As despesas fixas tem valores maiores e são pagas de uma vez, tendo um impacto grande e imediato, por isso se tornam fáceis de serem percebidas. Enquanto os gastos do dia a dia, que são chamados de custos variáveis, são valores menores e não programados. Quando pensados separadamente, os gastos corriqueiros não teriam tanto efeito na nossa renda, por isso não costumamos anotar e acabamos gastando com maior facilidade e sem perceber. De repente você se pergunta: ”Acabou o dinheiro? Com o que foi que eu gastei tanto?”

A solução é anotar tudo! Você conseguirá se organizar, vai ter noção do quanto está gastando e com o quê. Isso nos deixa mais cuidadosos em relação às nossas escolhas de consumo e evitará surpresas desagradáveis com o dinheiro acabando rápido, em relação ao que você acha que gasta.

Depois de somarmos as nossas “despesas pequenas” no final do mês, podemos acabar encontrando um valor igual ou até superior ao que gastamos com aluguéis, prestações e mensalidades fixas.

Por Jerfson Lins e Pedro Nobre

jlins@sobralnews.com.br

Colaboração Zilah Ribeiro

Economista

COMPARTILHAR